A tecnologia destrói o romantismo?

•Agosto 8, 2008 • 1 Comentário

Outro dia resolvi descer a Serra do Mar, até aí nada de anormal se não fosse a forma escolhida: a pé pelas curvas da estrada velha, isso mesmo, a pé pela boa, velha e resistente “Caminho do Mar”.

 

No início parecia apenas uma aventura um tanto quanto adolescente, mas durante o caminho toda a expectativa foi se transformando e além da exuberante beleza da serra os pensamentos me levaram para o tema de hoje que eu venho a explicar abaixo.

 

Depois de rodar pela Anchieta, segue-se as placas para a Estrada Velha. Nesse momento já se percebe que algo mudou, os caminhões somem, a alta velocidade fica no passado, a presença da represa e a paisagem tranqüilizam o pé direito.

 

A pista é simples e as pontes estreitas mas a paisagem é inebriante, ciclistas e pedestres são a grande maioria nesse trecho, nem parece que pertinho dali carretas de soja disputam um lugar no asfalto, sendo que passados apenas 10 kilometros do distante trevo da Anchieta, encontra-se uma cancela, desse ponto em diante segue-se a pé.

 

E após um pequeno e bucólico trecho de planalto inicia-se a tão esperada “descida de serra”, a proximidade com a natureza é algo indescritível, respira-se história, as construções em pedra a beira do caminho são de perder a fala, as vistas são magníficas, observa-se alguns trechos do caminho original em que os tropeiros que subiam a serra, tudo perfeito.

 

E no meio desse caminho observando a Imigrantes bem longe foi inevitável conflitar o novo com o velho.

 

Ora hoje tem criança que acha que a praia é um bairro paulistano, afinal entramos no carro rodamos alguns minutos, passamos pelos túneis e pronto. Até chegar na casa do vovô que mora do outro lado da cidade é mais demorado. Sequer lembramos que menos de um século atrás as pessoas subiam por uma trilha na mata, com o desenvolvimento perdeu-se a história.

 

Tal como o casal de namorados que se correspondia por cartas e a cada envelope na caixa dos correios sentia o coração disparar, sendo que com as letras vinham aromas, lembranças, esperanças…

 

A facilidade de nos comunicarmos e encontrar quem está distante não pode permitir que os momentos juntos não sejam valorizados como eram antigamente, não podemos perder o sentido, e a alegria, que significa um encontro ou um reencontro.

 

Claro que os avanços tecnológicos são ótimos para a vida, mas quando isso começa a roubar e esquecer a história, quando o Google extermina museus e bibliotecas pela terra, quando o Ctrl C + Ctrl V rouba o conhecimento do aluno, quando o casal que mora próximo passa o dia no MSN e não se vêem, me pergunto se isso tudo vale a pena.

 

E embora na subida da volta, minhas pernas implorassem por um automóvel e pelos modernos túneis, garanto, não mudei minha idéia!

 

Grande Abraço!

 

 

 

 

 

A verdadeira cidade dos anjos

•Julho 29, 2008 • Deixe um comentário

Em “Cidade dos Anjos” Nicolas Cage e Meg Ryan, interpretam um triste, mas belíssimo e comovente filme, com locações lindas, trilha sonora fantástica e atuações deslumbrantes em um filme intitulado “Cidade dos Anjos” que nos faz pensar nesses incansáveis e belíssimos guardiões (pelo menos para quem acredita neles claro).

 

Mas hoje quero falar de outra cidade dos anjos, ou melhor, da verdadeira cidade dos anjos. Aquela que todos podem e deviam visitar, que está ali tão pertinho e pela maioria das pessoas tão esquecida.

 

O mais interessante é que ao freqüentar a cidade tornamo-nos anjos ainda que por alguns instantes, ganhamos o impressionante e maravilhoso poder de salvar vidas, não de forma escandalosa como no cinema mas de uma forma especial, que embora seja anônima é muito mágica e inesquecível.

 

Aqui somos presenteados com nova vida para o pai de família que devido ao stress precisou de um novo coração, com vida longa para crianças portadoras de leucemia, com sorrisos de filhos, pais, mães e amigos que não são nossos. Presenteados com inúmeros pores do sol que possivelmente sequer veremos, com amores que não serão nossos mas que só existirão por nossa causa.

 

E cada vez que venho para essa cidade volto com um dúbio sentimento no meu coração, primeiro feliz por ter sido um instrumento de prolongamento de vidas. Mas triste, e ultimamente muito triste em razão de ver quão poucas pessoas tem tido a preocupação com o semelhante que está ali tão próximo de si.

 

Escrevo hoje diretamente da fundação Pró-Sangue, e sinceramente não consigo compreender porque temos tão poucos anjos por aqui. Creio que talvez pelo fato das pessoas estarem preocupadas apenas em combater os “demônios” que as cercam o “anjo” que existe dentro de nós está sucumbindo e cada dia mais “atordoado” fazendo com que nos esqueçamos do bem, aniquilando sorrisos, famílias, amores, vidas.

 

Fica aqui o meu apelo e desabafo, por favor torne-se anjo por alguns minutos! Afinal falamos tanto do descaso governamental mas o pouco que poderíamos fazer e está ali,  grátis, ao nosso alcance temos deixado de lado. Lamentável.

 

Grande (e triste) abraço a todos.

 

Bruno Padilha

 

http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=2339810073265714193

 

 

Só lamento ser tão difícil beijar…

•Julho 16, 2008 • Deixe um comentário

Ás vezes tenho medo dos avanços tecnológicos. Os filmes e previsões deveras vezes trazem um futuro cruel, onde as máquinas se rebelarão contra os homens terão vontade própria e vão nos oprimir destruindo nossa existência.

Fico pensando, será que algum computador por engano vai lançar uma dezena de mísseis atômicos e o outro computador vai achar que é um ataque e responder imediatamente destruindo a humanidade? Será que as máquinas nos escravizarão como em Matrix? Será que o futuro da humanidade depende de Schwarzenegger voltar e nos defender dos exterminadores? Ou em uma visão bem mais simplista: será que se o Google não gostar do meu bloguinho ou de algo que eu fizer ele simplesmente me apaga de todos os registros possíveis?

Mas o que percebo, ao menos por enquanto é que os avanços tecnológicos são bons, ao menos tenho me divertido muito com eles, em especial com as novas salas de cinema 3D aqui em São Paulo. Amigos o que é aquilo? Fui com alguma expectativa, mas sem esperar algo tão revolucionário. Quem não foi deve poupar uns trocadinhos (muitos trocadinhos na verdade para pagar os absurdos R$25, inclusive as quartas feiras) e ir passar por essa experiência.

Ok! Ok! O filme 3D em cartaz não é lá essas coisas (Viagem ao Centro da Terra), tem grandes falhas de enredo e soluções mágicas – e bem forçadas - para os problemas que vão surgindo na trama, contudo os efeitos e as surpresas proporcionadas pelo ambiente 3D são inesquecíveis e surpreendentes.

Com todos esses argumentos passo a ficar um tanto quanto menos preocupado em relação ao futuro, afinal se a tecnologia melhora coisas simples como uma sessão de cinema, o que se dirá então do que está ocorrendo na medicina, na agricultura e nas comunicações? Por esse ponto de vista creio que o porvir não deve ser assim tão sombrio.

Assim incentivo a todos que puderem ir, que assistam tal filme, os efeitos de profundidade na tela e dos objetos saltando e passeando pela sala valem a ida ao cinema.

Os únicos “se não” são os óculos especiais, modernos mas bem grandes, e o tempinho que nossa vista (e neurônios) demoram para se acostumar a linguagem 3D, pequenos detalhes é verdade mas que fazem do beijo, esse ato tão perfeito de  praticar no escurinho do cinema, uma missão quase impossível.

Pensando bem… talvez o futuro não seja tão maravilhoso assim… rsrsrs

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Olá!

•Julho 8, 2008 • 2 Comentários

Com tanta concorrência nos dias atuais muitas vezes paramos e pensamos que é impossível começar algo novo, sair junto a milhares e milhões de pessoas e conseguir efetivamente realizar algo, nos escondemos nas velhas e famosas desculpas da falta de preparo, do preciso planejar mais, do com calma chegamos lá entre tantas outras coisas e esquecemos que o simples fato de estarmos vivos é um contra-senso a todos esses “conceitos”.

Ora o fato é claro e óbvio, um dia lá atrás todos foram um pequeno e minúsculo espermatozóide dentro do papai, e um dia sem mais nem menos somos expulsos daquela confortável reunião que fazíamos em sua bolsa escrotal para dentro da mamãe, ambiente hostil, jamais imaginado e vivido antes do qual acredito que não havíamos tido uma lição sequer – pelo menos eu não lembro de nada desse dia rsrs – em que só um daqueles 200/300 milhões sairia vencedor.

Caramba, 1 chance em 200 milhões? Nem a Mega Sena é tão difícil (1:50.063.860), ser concebido é 4 vezes mais difícil que ganhar na Mega e inacreditavelmente estamos aqui.

E estranho é perceber que pelas ruas ninguém (ou quase ninguém) percebe isso, esquecemos que a vida é 4 vezes mais difícil que a Mega Sena e a tratamos como se fosse um prêmio da Rifa da Tia Carmelita! Isso mesmo! Cuidamos dela como se fosse aquele Duralex amarelo que ganhamos na rifa, guardamos no fundo do armário e deixamos lá para nunca mais ser retirado.

Viver é mais que isso, muito mais, deve ser complexo, cheio de tentativas, acertos e erros, não chegue aos 70/80/90 pensando que se tivesse feito isso ou aquilo teria sido mais feliz. Realize, faça, aconteça, pode ser que no fim tudo o que você fez seja uma obra assim não tão bonita, mas é a sua obra, sua história, melhor algo esquisito ou feio que coisa nenhuma oras. No mínimo você será um anti exemplo para a história.

Viva em plenitude, HONRE os outros 200 milhões que não tiveram a mesma sorte que você.

Grande Abraço

Bruno Padilha

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