Como o Sol da Manhã…

•junho 15, 2011 • Deixe um comentário

Lá fora tudo segue seu ritmo, no meio da madrugada muitos dormem, outros trabalham, alguns festejam, outros vem e vão, mas nada disso importa… Hoje somos apenas eu e você.

Você sem dúvida ainda é pequeno demais para entender tudo que tem acontecido, e enquanto vejo seu rosto aqui ao meu lado, dormindo em absoluta paz, meu coração se aperta sobremaneira por querer e não poder estar no seu lugar… infelizmente isso não é possível.

Vejo outros rostos. Mães, pais, meninos e meninas. Quase todos com problemas insolucionáveis, os pequeninos choram, seus pais se fazem de fortes, aguentam aquilo que ser humano algum deveria vivenciar, com honra e dignidade. Recobro meus pensamentos e escolho não aprofundar por essa vereda.

E assim fito mais uma vez meus olhos no meu raio de sol, naquele que transforma o dia cinza em algo feliz, percebo sua respiração profunda, visualizo seu semblante de profunda tranquilidade diante de tantas mudanças em sua vida, relembro a alegria que seus olhos negros transmitiram quando me viram chegar, revivo em meus pensamentos seu abraço apertado, demorado, único. Sinto como tudo isso tem o poder de me transformar assim como o primeiro raio de sol, que traz a manhã em meio a madrugada escura.

Daqui a pouquinho tudo vai mudar, assim como você é para mim, um lindo raio de sol vai nascer sobre todos nós, e por mais que durante a aurora alguns vultos possam surgir no nosso imaginário, basta esperar apenas um pouco mais e vemos que tudo se transforma, nada havia que devêssemos temer…

É isso.

Valeu 2009…

•dezembro 31, 2009 • Deixe um comentário

E parece que 2009 terminou, digo parece porque nunca sabemos o que pode acontecer nas horas que faltam, e surpreendente como o foi já não me abismaria se algo extraordinário acontecesse antes de acabar de fato.

Não, não foi perfeito, talvez o seu também não tenha sido, mas tenho muito que agradecer, ganhei amigos, pessoas especiais voltaram, milhares de escolhas, oportunidades, renúncias difíceis, decisões complicadas, trabalho, opções tiveram que ser feitas, caminhos, alternativas, tantas coisas…

Mas, valeu a pena, e valeu no sentido até mesmo real da expressão, onde as dificuldades (a pena) foram infinitamente inferiores aos aspectos positivos, vou demorar a esquecer tantas surpresas que o ano reservou, algumas espero não esquecer jamais.

Também tenho que agradecer, e muito, a cada um que lê estas linhas, anônimos, conhecidos, amigos, pessoas que eu sequer conheço pessoalmente mas que estão sempre por aqui. Obrigado pelas visitas crescentes, comentários, e-mails de cada um de vocês, falar com vocês se tornou uma alegria e um cultivo de momentos muito especiais…

O ano pode findar-se, mas as lembranças, os frutos, os caminhos, as atitudes perdurarão, saber isso já proporciona um deslumbrar sobre o novo calendário que se inicia.

Vou encerrando, mais uma vez muito, muito agradecido…

Grande abraço a todos,

Bruno Padilha

Apagando as Luzes…

•dezembro 29, 2009 • Deixe um comentário

E 2009 se foi, as luzes vão se apagando, nas cidades o trânsito finalmente dá uma trégua, boa parte do comércio atrelado ao trabalho está fechado, na contramão dessa paz na Paulicéia, os locais de veraneio apinhados de gente testemunham que o ano acabou.

Dentro de algumas dezenas de horas, o ano deixará de ser o recinto no qual habitamos para tornar-se apenas história.

É nessa época que surgem aqueles planos, expectativas, aquele desejo de que tudo seja diferente, de felicidade eterna, entre tantas outras bobagens que se vão quando se sobe a serra, quando o trem de pouso toca a pista na volta, quando a árvore é desmontada em 6 de janeiro.

Por um tempo eu pensei assim, nessa época eu tinha um livrinho onde colocava as metas para o ano seguinte por áreas da minha vida, pensava como queria estar no final de dezembro do ano seguinte, e confesso que aquilo só servia para me deixar triste quando com o passar do tempo, as coisas simplesmente não “aconteciam”.

Ter metas é absolutamente necessário, contudo temos que estar cientes de nossa pequenez, humildemente reconhecer que somos frágeis e encarar a vida de outra forma.

E se ao invés lançarmos metas inexeqüíveis, lutar por projetos, sonhos expectativas, começássemos mudando a nós mesmos? E se ao invés de pensar em dezembro de 2010, pensássemos como queremos estar quando reclinarmos nossa cabeça no travesseiro mais uma vez? E se tivéssemos os sentimentos que afloram na noite de 31 de Dezembro em todas as noites do ano?

Só com essa mudança interna, o externo mudaria, as conquistas seriam naturais, as batalhas diárias mais leves, porque saberíamos que a grande maioria delas é tão somente lutar contra o vento, daríamos valor ao que realmente importa.

Agindo assim a vida mudaria, não seria necessário esperar o próximo 31 de Dezembro para ansiar pela mudança, ela ocorreria a cada dia do ano que corre.

O apagar das luzes seria para cada um, algo especial, algo como tirar a rodinha lateral da bicicleta, onde o passado era incrível, o presente um desafio prazeroso e o futuro, haaa o futuro, algo que não está dentro dos padrões que nossa mente pode prever.

Um grande amigo diria, pense nisso.

Deixo um abraço especial a cada um, com o sincero desejo de um novo raiar do sol…

Bruno Padilha

Hipocrisia…

•dezembro 28, 2009 • 1 Comentário

Hipocrisia.

Substantivo Feminino: Vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem. Fingimento, falsidade.

É assim que o “Aurélio” define hipocrisia, e por mais que desde a década de 30 Chaplin dizia que vivíamos “tempos modernos” tenho que discordar e lamentar que vivemos “tempos hipócritas”.

Na vida conheci inúmeras pessoas assim… legalistas socialmente, de caráter “ilibado”, como diriam no âmbito jurídico, admiradas por muitos, alguns escondidos atrás de seus títulos, de suas atribuições, mas que com suas almas corrompidas eram apenas grandes líderes ocos, suas vidas sem sentido algum não passavam de um absoluto engano.

E vivemos isso no dia a dia, o estado civil é mais importante que o coração dos envolvidos, o cargo é mais importante que o valor e conhecimento da pessoa, a formação de um boçal acadêmico mais importante que a experiência, um dez roubado em uma prova é mais valioso que um cinco esforçado, um verdadeiro amor é preterido por uma banal conveniência, uma vida verdadeira abandonada por interesses ridículos.

E onde fica o coração? Onde fica o que realmente é importante? Onde ficam os sentimentos e valores das pessoas? As vezes simplesmente parece que não ficam, infelizmente.

Tudo isso só vai mudar quando cada um de nós pensarmos, vermos o mundo e as pessoas que nos rodeiam de uma forma diferente, não interessa o que aparentamos, mas o que verdadeiramente somos, sentimos, agimos. Se o que o outro faz não nos atinge, se não o faz para nos atingir, não cabe a nós humanos julgarmos, revoltarmo-nos, e sim tão somente deixar que a vida de cada um transcorra paz.

Uma vida sem fingimento, sem falsidade, sem ter que aparentar sentimentos ou situações falsas e portanto sem julgamentos tolos e muito menos uma inveja boba de quem vive aquilo que morremos de vontade de ter vivido mas não vivemos, sem desejar infelicidade para os que escolheram posicionar-se e de fato escolher o que queriam da vida ao invés de deixar que os caminhos os levassem é o que devemos perseguir.

Cada um deve saber que caminho tomar, é uma escolha que só cabe a cada indivíduo, devemos viver intensamente sabendo que nossas atitudes causarão as consequencias por sí proprias, sejam boas ou ruins, mas só cabe a nós mesmos dizer sim ou não para cada decisão.

Devemos ser humildes e respeitosos o suficiente para entender que os outros também podem e devem escolher seus caminhos, sem julgá-los por isso.

Quem sabe um dia seja assim, que cada um possa viver sua vida e ponto, será mais fácil, bem mais fácil para todo mundo e para o mundo.

Um grande amigo diria, pense nisso.

Grande Abraço,

Bruno Padilha

Uma Reflexão Natalina…

•dezembro 25, 2009 • Deixe um comentário

É estranho falar do Natal… até porque corre-se aquele terrível risco de em qualquer coisa que se diga, ou escreva, cair naqueles clichês bobos, ou em opiniões fundamentalistas a favor ou contra a data, posições essas que só contribuem para o que não é bom.

E, independentemente de qual seja sua opinião quanto ao assunto, ainda que você ame ficar preso nos congestionamentos ou odeie, ainda que você ame esses momentos em família ou ache que tudo isso é horrível, ainda que consdere a data seja feliz ou triste, queria salientar para algumas coisas que percebi nesses últimos dias que passaram…

No local onde trabalho crianças acompanharam seus pais, a vida e alegria delas, as vozes excitadas, aquelas cabecinhas sobre as divisórias das baias acabou por contagiar o ambiente, pessoas sisudas expressaram sorrisos, permitiram-se ao menos um pouco.

Bares e restaurantes estavam sempre lotados, festas de amigo secreto, confraternizações, reencontros, tudo que não fizemos no ano inteiro precisava ser vivido intensamente no apagar das luzes.

E justamente esse é o ponto. E os outros 11 meses? E os outros 95% do ano? Fizemos o que? Simplesmente passamos? Abdicamos de oportunidades, possibilidades, ou pior, teríamos deixado de viver? Em nome do quê? Pelo quê? Eu e você sabemos que não é para ser assim.

E se ao invés de vivermos assim, passássemos a transcorrer esse caminho em busca de mais “natais” no decorrer do ano? E se não esperássemos o início de um ano novo para recomeçar  tudo o que tem que ser mudado,porque nos deixamos entreter com esse cirquinho barato, armado para manter-nos ocupados a fim de que esqueçamos que todas essas bobagens são apenas os intervalos comerciais do verdadeiro filme, o filme de nossas vidas?

Cabe a cada um de nós darmos o sentido verdadeiro ao Natal em cada dia de nossa existência.

Um grande amigo diria, pense nisso.

Grande abraço a todos.

Bruno Padilha

A Caixa de Papelão…

•dezembro 24, 2009 • 1 Comentário

Cada um de nós sabe que existem coisas, fatos, pessoas, situações que nos motivam, que trazem luz a nossa existência, são particularidades, nuances únicas de cada pessoa. Para mim poucas coisas me motivam mais do que a simplicidade e a veracidade da alma de uma criança.

Certa vez, em um dia muito especial, conheci um garotinho, lindo, olhos brilhantes, esperto, encantador, cheio de variadíssimos brinquedos, alguns pensados por juntas de psicólogos, pedagogos, pessoas ditas experts em desenvolvimento infantil. De fato os brinquedo eram lindos, coloridos, cheios de botões, funções entre tantas outras coisas que além da nobre função de entreter e desenvolver trazem consigo aquela peculiaridade única de explodir limites dos cartões de crédito dos pais menos controlados.

E de fato, não posso negar que ele gostava muito daqueles brinquedos, e por algum tempo nós nos divertimos um bocado com tudo aquilo.

Mas nada se comparou com o encanto, com a magia, com a fascinação que aquele bebê teve quando viu uma antiga caixa de papelão. Naquele momento o mundo dele parou, tudo aquilo que antes parecia incrível, perdeu a importância, existia agora apenas e tão somente a simples caixa.

Ele a usou para se levantar, entrou na caixa, dobrou-a como pode, virou a coitadinha do avesso, bateu, brincou até cansar, se eu soubesse que o impacto seria tão grande, teria dado a caixa logo que o vi.

E presenciando a cena, foi impossível não pensar na lição que aquele pequeno ser humano que sequer havia soprado sua primeira velinha estava me proporcionando.

Para que tantas coisas, tanta energia, trabalho, empenho, em tantas coisas que de fato até são boas, quando tão costumeiramente “menos” é tão “mais”?

Perdemos nossas vidas em coisas que no fundo são inúteis, desperdiçamos um maravilhoso por do sol por um ridículo relatório, sorrisos dos filhos por horas e horas a mais em um escritório que breve nos substituirá, trocamos jantares românticos por um fast food horroroso, aos poucos vamos deixando que o brilho do que realmente importa seja ofuscado por bijuterias de vidro sem valor.

Quanto a mim? Vou providenciar uma caixa maior…

Um grande amigo diria, pense nisso.

Grande abraço a todos,

Bruno Padilha

Foco no que Realmente Importa…

•dezembro 21, 2009 • Deixe um comentário

É fácil perder o foco, tenho pensado muito nisso.

Observo a cada dia, pessoas, instituições, corporações perdendo o foco…

Pessoas que se amavam passam a se odiar, instituições se perdem, corporações traem seus princípios mais básicos.

Outro dia passei por algo assim, onde a perda do foco está destruindo algo precioso… tenho vivenciado e percebido crianças emburrecendo em nossas escolas, nesse naquele lugar quase que sagrado (ou que ao menos deveria tentar ser), vejo crianças perdendo as chances de uma vida, alguns perdem 10, 15 anos dentro de uma sal de aula e saem piores do que entraram, não aprendem onde é norte, sul, leste, oeste. E enquanto isso no mundo acadêmico, doutores, mestres e graduandos se perdem em questões menores, como discutir quais os fundamentos que determinam a pesquisa, quais as razões epistemológicas do conhecimento, quais no que vertentes atuais se sobrepõem ao tradicional entre outras “tonterias” que unidas estão destruindo endemicamente nossas escolas, de maneira irreversível por gerações.

Mas e em nossas vidas, será que não temos vivenciado, praticado, essa falta de foco, de forma a destruirmos a nós mesmos de maneira irreversível?

Será que temos nos esquecido de nossos filhos, amigos, daquele amor, de tudo que realmente no fim vale de verdade, e trocando todas essas coisas preciosas por um carro melhor, um terno melhor, de um cartão de crédito platinum?

Podemos construir um império durante nossas vidas, mas se deixarmos de construir o essencial nossos herdeiros estarão discutindo a partilha dos bens com nosso caixão aberto, com nosso corpo ainda quente. Já vivenciei isso de perto e garanto é triste, triste demais, é isso que VOCÊ quer?

Assim me resta perguntar… como anda seu foco? Você tem prestado atenção nisso? MESMO?

De nada adiantará correr, correr, correr atrás do vento, fazer e desfazer, acontecer se não for esse o objetivo, de nada terá valido a pena, chegaremos ao fim e teremos sido tão somente um grande vencedor solitário, um grande vencedor que perdeu a única batalha que realmente interessava.

Um grande amigo diria, pense nisso,

Abraços a todos,

Bruno Padilha