A Caixa de Papelão…

Cada um de nós sabe que existem coisas, fatos, pessoas, situações que nos motivam, que trazem luz a nossa existência, são particularidades, nuances únicas de cada pessoa. Para mim poucas coisas me motivam mais do que a simplicidade e a veracidade da alma de uma criança.

Certa vez, em um dia muito especial, conheci um garotinho, lindo, olhos brilhantes, esperto, encantador, cheio de variadíssimos brinquedos, alguns pensados por juntas de psicólogos, pedagogos, pessoas ditas experts em desenvolvimento infantil. De fato os brinquedo eram lindos, coloridos, cheios de botões, funções entre tantas outras coisas que além da nobre função de entreter e desenvolver trazem consigo aquela peculiaridade única de explodir limites dos cartões de crédito dos pais menos controlados.

E de fato, não posso negar que ele gostava muito daqueles brinquedos, e por algum tempo nós nos divertimos um bocado com tudo aquilo.

Mas nada se comparou com o encanto, com a magia, com a fascinação que aquele bebê teve quando viu uma antiga caixa de papelão. Naquele momento o mundo dele parou, tudo aquilo que antes parecia incrível, perdeu a importância, existia agora apenas e tão somente a simples caixa.

Ele a usou para se levantar, entrou na caixa, dobrou-a como pode, virou a coitadinha do avesso, bateu, brincou até cansar, se eu soubesse que o impacto seria tão grande, teria dado a caixa logo que o vi.

E presenciando a cena, foi impossível não pensar na lição que aquele pequeno ser humano que sequer havia soprado sua primeira velinha estava me proporcionando.

Para que tantas coisas, tanta energia, trabalho, empenho, em tantas coisas que de fato até são boas, quando tão costumeiramente “menos” é tão “mais”?

Perdemos nossas vidas em coisas que no fundo são inúteis, desperdiçamos um maravilhoso por do sol por um ridículo relatório, sorrisos dos filhos por horas e horas a mais em um escritório que breve nos substituirá, trocamos jantares românticos por um fast food horroroso, aos poucos vamos deixando que o brilho do que realmente importa seja ofuscado por bijuterias de vidro sem valor.

Quanto a mim? Vou providenciar uma caixa maior…

Um grande amigo diria, pense nisso.

Grande abraço a todos,

Bruno Padilha

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~ por brunopadilha em dezembro 24, 2009.

Uma resposta to “A Caixa de Papelão…”

  1. Adorei!!!! Rsrsrsrs
    Incrível este texto!
    Me emocionou em todos os momentos, e a finalização foi perfeita.
    Para sua leitora oficial, este foi “The Best”. Por tres motivos. 1º) foi escrito por vc; 2º) o texto está super dinâmico e 3º) este bebê relatado, é o mais lindo deste mundo…rsrsrs.

    Parabéns querido!!
    Gde Bjo

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